Máscara
Honestamente, odeio ter que fingir.
Odeio interpretar um papel que não é meu.
Um papel dado a mim ao nascer.
Ser o protagonista da própria história, mesmo que de maneira forçada, tem o seu preço...
O drama é extra.
O espetáculo nunca acaba e o aplauso nunca vem.
Um dia, super-homem; no outro, mendigo.
Qual o próximo papel?
Cada linha, cada fala. Tudo programado e forjado num papel escrito na alma-coração.
Quando me perdi de mim? Quando me perdi daquela criança jogada no palco, no picadeiro?
O chicote bate e o show continua...
Já não lembro mais...não lembro quem queria ser.
Não lembro.