Identidade
A vida é um vórtex infinito, quanto mais paro para pensar sobre ela mais chego a uma conclusão inconclusiva.
O amor, o ódio, a paixão, a paz, a guerra, a vaidade, a singularidade, a alegria, a dor, a tristeza são aspectos de nossa natureza que me prendem na percepção de que somos apenas máquinas biológicas em expansão.
Perfeitas e imperfeitas em suas feições e práticas.
Busco a mim quando busco a ti.
Busco a ti quando não penso em mim.
Quando não estou aqui.
Quem é você?
Quem eu vejo no reflexo?
Qual a tua identidade e o que fazes aqui, dentro de mim?
Por vezes tentei te decifrar, te analisar, te ver e consertar.
Mas nenhuma análise - ou psicanálise - me ajudou a te entender por completo mesmo estando tão próximo.
São mistérios do que significa ser um ser humano.
Porque desistimos de ser quem somos e abraçamos um vazio em busca de mais vazio, um conforto e um afeto que não tem, que não há, que ninguém viu ou verá?
Quem você é?
Quem você é depois que em casa está?
Quem é você quando a vaidade se esvai?
Quem é?
Você?