Cronicas da Maré

Ecos da madrugada

Foto em preto e branco de uma figura solitária sentada na areia da praia à noite, olhando para o mar agitado.
Divisória

Às vezes a solidão é aterradora.
Essa noite fria,
Solidão latente
Na alma descontente.

No meu ser ecoa,
Reverberando para um profundo vazio
Naquilo que jaz um eu não nascido,
Um eu não vivido.

E nesse encanto desencanto
Vou vivendo as disforias do meu viver...
O recanto do lamento
E o altar da escassez.

E assim...
Como um sopro...
Como um lamento...

Esvaneço entre palavras não ditas
E experiências não vividas,
Num mundo de desalento e ilusões.

Morro,
Permaneço.

Divisória
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