Ecos da madrugada
Às vezes a solidão é aterradora.
Essa noite fria,
Solidão latente
Na alma descontente.
No meu ser ecoa,
Reverberando para um profundo vazio
Naquilo que jaz um eu não nascido,
Um eu não vivido.
E nesse encanto desencanto
Vou vivendo as disforias do meu viver...
O recanto do lamento
E o altar da escassez.
E assim...
Como um sopro...
Como um lamento...
Esvaneço entre palavras não ditas
E experiências não vividas,
Num mundo de desalento e ilusões.
Morro,
Permaneço.